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A Cidade Velha fica na costa sul de Santiago, a pouca distância da Praia, e é aqui que começa a história de Cabo Verde. Esta página parte da praça principal, com o seu pelourinho, segue pela Rua da Banana, passa pelas igrejas e pela Sé em ruínas e acaba no forte, de onde se vê a vila e o mar.
Os portugueses fundaram a povoação em 1462 com o nome de Ribeira Grande, e ela tornou-se o primeiro povoado colonial europeu nos trópicos. Foi também a primeira capital das ilhas, até a sede do governo passar para a Praia. Durante muito tempo, o seu porto foi uma escala decisiva no tráfico atlântico de escravos, um passado que a vila não esconde. Hoje a Cidade Velha é Património Mundial, inscrita em 2009 como centro histórico da Ribeira Grande.
O coração da vila é a praça principal, onde continua de pé o Pelourinho. Esta coluna de pedra lembra que era ali mesmo que as pessoas escravizadas eram vendidas e castigadas, e muitos visitantes param aqui em silêncio. A poucos passos, a Rua da Banana é uma rua estreita de casas baixas de pedra, um dos sítios onde melhor se percebe o traçado antigo do povoado.
A igreja de Nossa Senhora do Rosário é do final do século XV e é o edifício mais antigo que ainda se mantém de pé na Cidade Velha. A Sé Catedral, que foi a grande igreja da vila, está hoje em ruínas, e as paredes que restam mostram bem a ambição da colónia. O Convento de São Francisco completa o conjunto de edifícios religiosos que fazem parte da vila antiga.
No final do século XVI, o corsário inglês Francis Drake saqueou a vila, e piratas e corsários voltaram mais do que uma vez. A resposta foi o Forte Real de São Filipe, erguido no monte que se levanta por trás do centro antigo. Das muralhas avistam-se os telhados, o vale da Ribeira Grande e o Atlântico a perder de vista.
A Cidade Velha é uma terra pequena: o censo de 2021 contou 1156 habitantes. É a sede do concelho da Ribeira Grande de Santiago, que faz fronteira com a Praia, por isso a maioria dos visitantes vem da capital para meio dia ou faz aqui uma paragem numa volta mais longa à ilha. O forte fica bem acima das ruas, a visita inclui uma subida e convém levar calçado confortável.
Três visitas em grupo pequeno a partir da Praia incluem uma visita guiada à vila, todas com recolha no alojamento. Uma visita de meio dia começa por um passeio a pé pelo Plateau, o centro histórico da Praia, e pelos seus mercados, apanha depois o autocarro público até à Cidade Velha para ver o forte, as ruínas da Sé, a praça principal e a Rua da Banana, e termina com a prova de uma bebida tradicional da terra. Outra, também de meio dia, começa no interior com uma caminhada fácil pelo verde vale da Calabaceira, onde os agricultores cultivam cana-de-açúcar, manga e mandioca e se destaca um enorme embondeiro, e segue depois para a Cidade Velha: o convento, a Rua da Banana, o Pelourinho, as ruínas da Sé e o forte. Um dia inteiro pela ilha abre na Cidade Velha com o forte, a praça do pelourinho e as casas de pedra da Rua da Banana, sobe depois ao interior para uma oficina de cozinha com uma família local e uma estrada de montanha por Picos, Assomada e o Parque Natural da Serra Malagueta, e acaba com tempo livre na praia do Tarrafal.
Todas as excursões que param aqui estão também na página da Cidade Velha.
Em 1462, quando os portugueses lhe chamavam Ribeira Grande.
Sim, foi a primeira. Só mais tarde a Praia ficou com esse papel.
Sim. O forte guarda a Cidade Velha a partir da encosta e pertence ao mesmo conjunto histórico.
Por estrada, porque as duas terras ficam perto. As três visitas acima vão buscá-lo à Praia, e uma delas usa o autocarro público.
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