Zaanse Schans: moinhos e casas de madeira junto ao Zaan

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A Zaanse Schans fica na margem leste do Zaan, em Zaandam, no município de Zaanstad, a norte de Amesterdão. Ali, uma fila de moinhos de madeira ergue-se fora do dique, e atrás dela estendem-se as casas de madeira do Kalverringdijk. Esta página percorre os moinhos um a um, passa depois pelas casas e termina com as excursões a partir de Amesterdão que param aqui.

Moinhos de vento na margem do Zaan, na Zaanse Schans
Moinhos de vento na margem do Zaan, na Zaanse Schans

Uma fila de moinhos junto ao Zaan

Entre cerca de 1600 e 1900, o moinho de vento marcou a região do Zaan: houve uma altura em que pelo menos 600 moinhos industriais, de todos os tipos, trabalhavam ali ao mesmo tempo. Extrair óleo das sementes tornou-se uma grande indústria depois de 1600, e ao longo dos séculos cerca de 200 moinhos produziram ali óleo. Hoje restam apenas quatro moinhos de óleo movidos a vento, e o De Bonte Hen é um deles.

Em nenhum outro lugar se conserva uma pequena fila destes moinhos, próximos uns dos outros e fora do dique. Atrás deles, o pólder aberto chega até ao próprio Zaan, coisa que só aqui acontece.

O De Bonte Hen, no fim da fila

O De Bonte Hen ocupa uma faixa de terra dentro do Zaan, fora do dique e a norte da Schans, e fecha a fila. Nunca saiu do lugar original. O octógono inferior, em pinho, data de cerca de 1693 e guarda duas caves de óleo originais, em tijolo, com bombas de madeira. A partir de 1891 funcionou como moinho de ensaio: prensavam-se aqui amostras para saber quanto óleo dariam as matérias-primas compradas para a fábrica de óleo a vapor. A parte superior foi refeita nos anos 70 com peças do De Koperslager, um moinho de óleo vizinho que ardeu em 1964, entre elas as varas das velas, o eixo e as prensas de óleo.

O De Os e o De Zoeker

O De Os é um moinho octogonal com varanda, mencionado por escrito pela primeira vez em 1663. Em 1916 perdeu o capelo e as velas, e a partir daí foi um motor a mover o mecanismo. O armazém de madeira do moinho fica a sudeste: no sótão guardava-se a semente, no piso térreo os bagaços, e a cave do óleo divide-se em quatro compartimentos de 9 metros cúbicos cada um. O De Zoeker, também moinho de óleo, é de 1676, e ali perto o De Huisman é um moinho de especiarias construído em cima de um armazém de sementes.

Dois moinhos vindos de outros lugares

Nem todos os moinhos nasceram aqui. O De Gekroonde Poelenburg, um moinho do tipo paltrok de 1868, foi transferido para a Zaanse Schans em 1963 e montado onde estivera o moinho de descasque De Grootvorst, que ardeu em 1928. O moinho de tintas De Kat assenta na base de um De Kat anterior, demolido em 1904; até 1961, este moinho foi o moinho de tintas De Duinjager.

Casas de madeira junto à água, na Zaanse Schans
Casas de madeira junto à água, na Zaanse Schans

Casas de madeira no Kalverringdijk

A casa de mercador D'Mol é quase toda de madeira e tem planta em L; a ala principal foi construída em 1795 por Samuel Daesdonck. A entrada tem pilastras jónicas e talha ao estilo Luís XVI, a trapeira esculpida por cima tem uma colmeia no topo desde 1853, e na cozinha há cenas pintadas da caça à baleia, de 1744 e 1752, por cima das portas.

A casa ao lado tem porta e bandeira esculpidas no mesmo estilo, com três brasões pintados e as palavras Van Ouds Het Noorder Huis por cima. Mais adiante, uma casa de madeira do século XVII tem um frontão com guarda-ventos recortados e um pináculo torcido, e a montra saliente foi acrescentada no início do século XIX. Outra casa de madeira, com um lintel datado de 1743, veio de Westzaan. Perto dali ergue-se um pavilhão de jardim do século XVIII, em tijolo e madeira, com conchas ao estilo Luís XIV; lá dentro há lambris, uma lareira e um teto de estuque no mesmo estilo.

Visitas privadas e excursões de um dia à Zaanse Schans

Os passeios que saem de Amesterdão juntam a Zaanse Schans a outros lugares a norte da cidade. Três visitas privadas, com recolha em Amesterdão e um motorista que também faz de guia, seguem depois dos moinhos para Volendam: uma delas termina com uma travessia de barco até Marken, outra também passa pela antiga ilha de Marken, e uma terceira acrescenta uma paragem em Edam.

Duas excursões de um dia em grupo pequeno vão muito mais longe. A primeira continua para Volendam e depois para Giethoorn, a aldeia dos canais, e a segunda segue dos moinhos diretamente para Giethoorn, com um passeio de barco pelos canais.

Todas as excursões que param aqui estão também na página da Zaanse Schans.

Perguntas frequentes

Os moinhos estiveram sempre na Zaanse Schans?

Não. O De Bonte Hen continua onde foi construído, mas o De Gekroonde Poelenburg só chegou em 1963.

Para que servia um moinho de ensaio?

Servia de laboratório: media o óleo que as sementes davam antes de irem para a fábrica; o De Bonte Hen teve essa função a partir de 1891.

Quantos moinhos de óleo a vento ainda existem na região do Zaan?

Quatro, de cerca de 200 que ali produziram óleo ao longo dos séculos.

Quem construiu a D'Mol?

Samuel Daesdonck, que concluiu a ala principal em 1795.

Fontes: Rijksdienst voor het Cultureel Erfgoed, Rijksmonumentenregister, CC BY 4.0, texto traduzido e resumido: 21299, 28025, 22336, 40153, 54102, 40524, 36936, 20563, 51836, 13125.